Auro Octaviani é afastado novamente da Câmara de Agudos, por suspeita de interferir em investigações sobre associação criminosa
O vereador Auro Octaviani (MDB) foi afastado novamente do cargo durante a sessão desta segunda-feira (03), na Câmara Municipal de Agudos. A decisão foi aprovada por sete votos a seis e teve como base uma infração ética apontada pela Comissão de Ética e pela Comissão Processante da Casa.
Os vereadores Thaiz THZ (membro da Comissão de Ética), Leandro Correa, Billy, Lango Moreno, a suplente Amanda e Cleber Luis Regio, conhecido como “Patrão”, votaram a favor do afastamento.
Já os vereadores Pedrinho do Fórum, Rosamaria, Felipe Terra, Xixo, Tita Pardin e Junior Artioli foram contra a representação. Coube ao presidente da Casa, Joster Melo, o voto de minerva, que resultou no afastamento do vereador Auro.
Segundo os parlamentares responsáveis pela apuração, Auro teria tentado atrapalhar o andamento das investigações ao supostamente ameaçar membros da comissão que investiga seu envolvimento com uma associação criminosa acusada de participar da cassação do ex-prefeito Altair Francisco da Silva.
O vereador já havia sido afastado anteriormente no dia 20 de agosto, após a abertura da Comissão Processante, com base em uma lei municipal que permite o afastamento preventivo de parlamentares investigados. No entanto, ele retornou ao cargo por decisão judicial, que considerou o afastamento inconstitucional sob o ponto de vista federal.
Auro foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa para obter falso testemunho e coação no curso no processo. A Comissão Processante, instaurada no dia 20 de outubro, é formada pelos vereadores Leandro Correa (presidente), Júnior Artioli (relator) e Borebi (membro).
De acordo com o setor jurídico da Câmara, o novo afastamento não implica cassação de mandato nem outra punição, apenas a suspensão temporária do exercício do cargo enquanto as investigações continuam.
As investigações contra Auro e outros 12 investigados prosseguem. Eles estão envolvidos em um esquema de corrupção que visou à cassação do então prefeito à época dos fatos, Altair Francisco da Silva.
A denúncia é resultado de uma investigação denominada Operação Wotan, conduzida pela Polícia Civil de Bauru, que se conecta à Operação Raio-X, originalmente presidida pela Polícia Civil de Araçatuba. A investigação apurou a existência de uma associação criminosa voltada a desviar recursos públicos da saúde e cooptar agentes políticos locais.
Em nota enviada à imprensa, Auro Octaviani negou as acusações e informou que vai entrar com um novo pedido de liminar para voltar à Câmara.















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