Cão enterrado vivo em Jaú e pato estrangulado no Lago de Bariri: casos de violência animal chocam a região
A morte do cão social Orelha chocou o Brasil no último mês. O animal, que ficava sob cuidados de uma comunidade na Praia Brava, litoral de Santa Catarina, foi torturado e morto de forma violenta por um grupo de adolescentes. O caso gerou revolta popular a nível nacional e abriu o debate do crescimento de casos de violência animal no Brasil.
Na região, três casos recentes também chocaram as populações de Jaú, Bariri e Boa Esperança do Sul. Em Jaú, um cão sem raça definida foi enterrado vivo e não resistiu, apesar de socorrido ainda com vida.
O caso aconteceu nesta terça-feira (03), revoltando moradores do município. O animal foi coberto por terra enquanto ainda apresentava sinais vitais. A munícipe que o encontrou acionou imediatamente a Secretaria de Proteção e Direito dos Animais de Jaú. De acordo com a pasta, no momento do resgate o cachorro apresentava quadro de hipotermia (queda da temperatura corporal), além de dificuldades respiratórias. O cão também estava com sinais externos de sofrimento.

A Prefeitura Municipal de Jaú presta apoio à Polícia Civil nas buscas por imagens no sistema de câmeras do condomínio próximo ao local onde o cachorro foi encontrado. A investigação seguirá para identificar o responsável pelo crime de maus-tratos.
Em Bariri, uma moradora publicou no último sábado (31), nas redes sociais, um relato de indignação após encontrar um pato morto no Lago Municipal Prefeito Acácio Masson.
“Indignada, revoltada, triste diante de tanta atrocidade sendo vista recentemente, cometida contra animais. Me deparo em um dos lugares mais frequentados da cidade com esta cena horrível da maldade humana… temos em nosso entorno um monstro doente, capaz de cometer um ato desse”, diz o post.

A imagem anexada na publicação mostra um pato morto na grama, com um pedaço de tecido preto amarrado ao pescoço, sugerindo morte por estrangulamento. Segundo apurado por nossa reportagem, o caso ainda não está sendo investigado e nenhum boletim de ocorrência havia sido registrado até o fechamento desta edição.
Em Boa Esperança do Sul, o cachorro comunitário “Scooby”, do Clube das Piscinas, foi morto a tiros, na madrugada de 30 de janeiro. O cão foi encontrado por um funcionário do local com uma marca de perfuração no pescoço.
Em nota, a prefeitura disse há indícios de que o espaço municipal tenha sido invadido, de forma criminosa, por pessoas ainda não identificadas. As autoridades competentes foram acionadas para investigação do caso e, consequentemente, identificação dos responsáveis para a adoção das medidas legais cabíveis.
Denuncie!
Maltratar animais é crime no Brasil, conforme a Lei nº 9.605/1998, a qual prevê sanções penais e administrativas, com penas que variam de três meses a um ano de detenção, além de multa. Para maus-tratos a cães e gatos, a Lei nº 14.064/2020 aumenta a pena para reclusão de dois a cinco anos. A Resolução CFMV nº 1236/2018 define crueldade, abuso e maus-tratos, destacando a responsabilidade de veterinários e zootecnistas em identificar e denunciar esses atos, e inclui orientações sobre práticas como eutanásia e transporte de animais, sempre visando minimizar o sofrimento.
Caso você presencie maus-tratos a animais de qualquer espécie – sejam domésticos, domesticados, silvestres ou exóticos – como abandono, envenenamento, confinamento em correntes ou cordas curtas, manutenção em condições anti-higiênicas, mutilação, confinamento em espaço inadequado ao porte do animal, ausência de iluminação e ventilação, uso em shows que possam causar lesão, pânico ou estresse, agressão física, exposição a esforço excessivo (como tração de cargas por animais debilitados), participação em rinhas, entre outros – é essencial fazer a denúncia.
Dirija-se à delegacia de polícia mais próxima para registrar um Boletim de Ocorrência (BO) ou compareça à Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, no Ministério Público.















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