Professora acusada de agressão é punida com 30 dias de suspensão em Bariri
Conforme publicado no Diário Oficial de sexta-feira passada (06), o Prefeito Municipal de Bariri, Airton Luiz Pegoraro, aplicou à servidora pública G. F. S. (matrícula nº 27464), a penalidade de “suspensão, pelo prazo de 30 (trinta) dias, com prejuízo da remuneração”.
Ainda de acordo com a publicação, a suspensão começou a ser cumprida nesta segunda-feira (09), com prazo de encerramento em 11 de março. Nesse período, a servidora foi orientada a afastar-se integralmente de suas atividades funcionais.

Nove meses atrás, G. F. S. foi alvo de sindicância aberta pela Prefeitura de Bariri em 06 de junho de 2025, após o caso vir à tona por meio da imprensa. Ela também foi afastada (inicialmente por 60 dias) na mesma edição do Diário Oficial: “Afastar de suas funções, por um período de 60 dias, a partir de 09 de junho de 2025, a Sra. G.F.S., Professora efetiva desta Municipalidade, conforme determina o art. 10. da Lei Municipal nº 5.048, de 07 de julho de 2021, em decorrência da instauração do Processo Administrativo nº 3341/2025”.
Na época, uma denúncia anônima registrada acusava a docente de “agredir verbalmente e até mesmo fisicamente pelo menos duas crianças negras” na creche Professora Leonor Mauad Carreira. O fato supostamente teria ocorrido em sala de aula e sido presenciado por outras funcionárias da creche.
A Polícia Civil de Bariri, por meio do delegado dr. André Luiz Ferreira de Almeida, instaurou inquérito, também em junho do ano passado, para apurar o caso. O inquérito policial de “preconceito de raça e cor por prática de discriminação” foi aberto com base no artigo 20 da lei n°. 7.716, além de abordar o artigo 2A da mesma lei, que diz respeito a injúria racial “não ofender a dignidade de cor, etnia ou procedência nacional”. Agentes da Polícia Civil fizeram diligências na creche em 09 de junho de 2025, fator que chamou a atenção da imprensa regional.
O caso foi amplamente divulgado em reportagens exibidas na TV Tem e Portal G1 da Rede Globo, SBT Central, Jornal da Cidade (de Bauru), Rádio Energia FM (de Jaú), entre outros veículos, além da imprensa local de Bariri.
Em entrevista ao jornalista Paulinho Camilo da 91 FM (Sistema Belluzzo de Comunicação), o delegado dr. André Ferreira, responsável pela investigação, comentou na oportunidade, que a diretora da unidade também havia sido intimada pela Polícia Civil.
No âmbito municipal, o processo administrativo instaurado pela prefeitura, tomou como base em imagens que teriam sido gravadas por câmeras de segurança da própria creche, instaladas em uma das salas de aula. O suposto crime de racismo não foi abordado por essa sindicância; apenas o episódio da suposta agressão.
Por envolver menores de idade, o caso foi tratado com absoluto sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente. Nossa reportagem entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Bariri e com a defesa de G.F.S., mas não obtivemos posicionamento oficial de nenhuma das partes até o fechamento desta edição. Salientamos que o espaço continua aberto.















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