Treze suspeitos são denunciados por desvio de recursos da Saúde e integrarem esquema de propina que cassou o ex-prefeito de Agudos, Altair da Silva

Treze suspeitos são denunciados por desvio de recursos da Saúde e integrarem esquema de propina que cassou o ex-prefeito de Agudos, Altair da Silva

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Agudos, denunciou 13 pessoas envolvidas em um esquema de corrupção que visava a cassação de Altair Francisco da Silva (PRB), ex-prefeito do município.

Segundo o MP, a acusação formal foi resultado de uma investigação denominada “Operação Wotan”, que apurou a existência de uma associação criminosa voltada ao desvio de recursos públicos da saúde e ao aliciamento de agentes políticos locais.

As diligências foram realizadas pela Polícia Civil em Bauru e relacionadas à Operação Raio-x, realizada originalmente pela Polícia Civil em Araçatuba. Em setembro de 2020, quatro pessoas foram presas na região de Bauru durante a operação Raio X, que investigou o desvio de verba da saúde pública.

Na oportunidade, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na Câmara de Agudos e também em endereços de pelo menos dois vereadores da cidade. Um deles, Glauco Luis Costa Ton (MDB), conhecido como Batata, estava entre os presos.

Os denunciados, que incluem vereadores, um médico e empresário líder de uma organização criminosa, um gerente administrativo de uma Organização Social da Saúde (OSS), um servidor público municipal, além de outros associados e familiares de agentes políticos (como advogado, professor e militar), associaram-se a partir de junho de 2019 com o objetivo de oferecer e entregar vantagens indevidas, como dinheiro em espécie e outros benefícios, para que vereadores votassem favoravelmente à cassação do mandato do então Prefeito Municipal de Agudos.

Um dos vereadores também foi denunciado por coação de testemunha e corrupção ativa para obter falso depoimento.

Essa é a segunda denúncia oferecida pelo Ministério Público de Agudos com base nos fatos apurados pela Operação Raio-X. Em 2023, duas pessoas ligadas à organização criminosa que desviava recursos públicos por meio de Organizações Sociais da Saúde foram denunciadas por lavagem de dinheiro, sendo condenadas em primeiro grau pela 2ª Vara da Comarca. O processo, agora, está em grau de recurso.