Leandro Gonzalez abre debate sobre transformar parte da área do aeroporto de Bariri em um novo polo industrial

Leandro Gonzalez abre debate sobre transformar parte da área do aeroporto de Bariri em um novo polo industrial

“Entendo que é preciso iniciar um debate de qualidade, baseado em evidências, para que se coloque o município em decisões inteligentes, que garantam o melhor aproveitamento daquela área. Eu enxergo ali a possibilidade de um polo industrial diversificado. Imaginem o espaço planejado, com atrativos ficais, pronto para receber novas empresas e possibilidade de expandir as já existentes... A localização ali é privilegiada. Aquela área do aeroporto não é utilizada para outro fim – ou vamos ficar com essa ilusão que o vai virar um aeroporto melhor do que o de Congonhas? Melhor do que o de Bauru? Sejamos realistas!” – Vereador Leandro Gonzalez (Avante).

 

Requerimento assinado pelo vereador Leandro Gonzalez (Avante), questiona a Prefeitura Municipal de Bariri sobre vários dados acerca do “Aparecido Osório da Silva”. No ofício, Leandro pede que o Executivo passe informações como:

•    A área total em alqueires do aeroporto e cópia da matricula atualizada do imóvel;

•    Número total de barracões e/ou hangares existentes no local, indicando quais destes estão em uso atualmente e quem são os ocupantes;

•    Cópias de contratos de locação, permissão de uso, concessão ou instrumento similar que formalize a ocupação dos hangares;

•    Tipos de voos que o aeroporto municipal está homologado para receber atualmente;

•    Se toda a área do aeroporto está classificada como uma zona de uso exclusivamente aeroportuário, ou se existem porções do terreno que poderiam ser destinadas a outras finalidades de interesse público sem prejudicar a operação e a segurança dos voos;

•    Instrumento jurídico que rege a gestão e operação do aeroporto, indicando se tal instrumento foi delegado pela União, Estado ou Município;

•    Caso seja uma área delegada, quais são as obrigações contratuais do Município perante o ente delegante (Unido/Estado), especialmente no que tange à manutenção, investimentos e restrições de uso da área.

Na justificativa do requerimento, Leandro alega que “a área do aeroporto é um patrimônio público de grande valor e potencial para o desenvolvimento do município”.  O vereador diz que busca compreender a utilidade da área e as operações aeroportuárias, a fim de avaliar se partes do imóvel poderia ser melhor aproveitadas em outros projetos de interesse social, como por exemplo a construção de um novo polo industrial, sem comprometer a segurança e a funcionalidade do aeroporto.
Na deliberação da matéria, o Leandro alega que a área onde está situado o aeródromo municipal é estrategicamente bem localizada para futuras instalações de industrias, uma vez que se encontra às margens da Rodovia Deputado Leônidas Pacheco Ferreira (SP-304).

 “O objetivo é estudar a viabilidade de um patrimônio público abandonado, que hoje gera custos, em uma fonte de receitas e prosperidade para o nosso município. O aeroporto é um tema até polêmico, que vai desagradar muita gente, mas todo nós conhecemos a área e sejamos francos: estamos utilizando toda aquela área para o bem da população? Eu entendo que não. A verdade é que a manutenção daquela estrutura gera custos ao nosso município e, ao mesmo tempo, a possibilidade de aeroportos maiores e bem mais estruturados em nossa região acaba, na prática, inviabilizando operações comerciais aqui”, complementou.


Em dezembro de 2024, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por meio da Gerência de Controle e Fiscalização, aplicou medida administrativa cautelar ao aeródromo público Bariri, proibindo operações de pouso no local. Na oportunidade, a Anac chegou a contatar o governo anterior (Abelardo-Foloni), mas não obteve resposta. Diante disso, a proibição de operações de pouso foi imposta e segue valendo até o presente momento. 
No relatório, a agência disse que a área estava “beirando ao abandono”. Algumas irregularidades apontadas pela Anac após fiscalização ocorrida em novembro de 2024, incluem a falta de funcionários no aeródromo para trabalho de vigilância, portão de acesso ao pátio de aeronaves quebrado, falta de barreira de segurança e condições precárias da pista.

“Seria uma forma de gerar receitas para o município. Acredito que a área do aeroporto possui mais de 10 alqueires. Dividindo isso por lotes de 2 mil m², iria conseguir quase 120 lotes. Poderíamos fazer um mega polo industrial, com lotes de tudo quanto é tipo de metragem. O local é perfeito e está esperando para ser aproveitado, sem contar os benefícios diretos para a cidade: geração de emprego e renda para a população”, finalizou Leandro Gonzalez.