Mistério do cheiro em escola de Bariri continua, com suspeita de pó-de-mico descartada por falta de vestígio

Mistério do cheiro em escola de Bariri continua, com suspeita de pó-de-mico descartada por falta de vestígio

“Meu filho ficou muito mal. Ele tem asma e estava sem a bombinha dele na bolsa. Gente, isso não é traquinagem; é sério. Poderia ter sido pior. Não estou falando só do meu filho, mas sim de todos. Precisa mesmo ser investigado e punir os responsáveis.” – Mãe de aluno da Escola Eurico.

 

O peculiar caso ocorrido na Escola Municipal Professor Eurico Acçolini, na última semana em Bariri, ainda não foi esclarecido em sua totalidade; o mistério segue levantando questionamentos entre os pais de alunos. Quinta-feira passada (25), uma sala de aula do 6º ano precisou ser evacuada, após crianças relatarem sintomas diversos ao sentirem um odor de procedência desconhecia.

Em nota, a Diretoria Municipal de Educação disse que fez a higienização da sala, conforme orientação da Vigilância Sanitária. À reportagem do Noticiantes, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Bariri disse que uma das suspeitas seria o uso de uma substância conhecida como pó de mico (um pó fino feito dos pelos da vagem de certas plantas, que causa intensa e prolongada coceira ao contato com a pele humana, tradicionalmente utilizado em pegadinhas).

No entanto, algumas mães de alunos que passaram pela situação questionaram a suspeita.  Os sintomas relatados pelas crianças incluíram dor de cabeça e enjoo. Segundo apurado por nossa reportagem, nenhum aluno relatou coceira em qualquer parte do corpo, a principal característica do pó de mico.

Em nota, a direção da Escola Eurico comentou a suspeita de pó de mico e a higienização realizada na sala de aula em questão.

“A equipe gestora, junto de demais funcionários, fizeram uma vistoria nas carteiras e lixeira da sala e nada foi encontrado que justificasse o cheiro forte. Além disso, os arredores da sala também foram vistoriados e nada encontrado, sendo que, a turma ao lado do 6º ano A permaneceu na sala sem nenhum problema ou reclamação. Durante a ocorrência foi questionado aos alunos se tinham algum tipo de produto ou substância que exalasse cheiro. Todos os alunos disseram que não. Questionada sobre possível ‘pó de mico’, a vigilância sanitária manifestou-se que não seria possível ter a certeza devido à falta de vestígio. Nenhum responsável dos alunos procurou pela direção informando que não se tratou de ‘pó de mico’ e, caso queira, a escola está à disposição”, diz a nota assinada por Mônica de Paula Barbieri (vice-diretora) e Tiago Pultrini (apoio Pedagógico).

Mais de uma semana depois do fato, tanto a origem do odor quanto a identificação do responsável permanecem desconhecidas. Também em nota, a direção da Escola Eurico reforçou que realiza um trabalho pedagógico com todos os alunos, orientando-os a evitar trazer ao ambiente escolar qualquer produto que emane cheiro forte.

“Diante da ocorrência, no outro dia, a direção da escola conversou com os alunos sobre o que havia acontecido e que tais ocorrências podem tomar proporções mais sérias, em caso de alunos com problemas alérgicos e respiratórios. A direção conversou e vem conversando individualmente com alguns alunos sobre o fato. Além disso, todos os demais alunos da escola foram avisados sobre a ocorrência e que, nenhum aluno deve trazer qualquer produto que produza cheiro forte, que possa prejudicar a saúde de outros estudantes.  A equipe gestora sempre orienta os pais e responsáveis que observem a mochila dos alunos a fim de evitar que tragam para a escola objetos e produtos que não condizem com o ambiente escolar”, finaliza.