Suposta irregularidade em cheques nominais durante a gestão Abelardinho e crítica à mudança na carga horária dos servidores marcam sessão camarária em Bariri
Requerimento da vereadora Myrella Soares chamou a atenção na sessão ordinária desta terça-feira (15). A nobre pediu que a Diretoria Municipal de Finanças envie a relação de cheques nominais emitidos pelo Executivo em 2021 e 2022, primeiros anos da administração Ablerado-Foloni. Além das cópias dos cheques, Myrella também solicitou as justificativas para tais pagamentos.
À nossa reportagem, a vereadora disse que existe denúncia de que uma servidora municipal, que não teve o nome revelado, supostamente teria trabalhado em período de férias e recebido por meio de cheque nominal.
Outro assunto polêmico em relação ao funcionalismo público discutido na sessão foi a suposta mudança na jornada de trabalho para algumas categorias, de 40 horas para 44 horas semanais. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, funcionários receberam o comunicado da alteração de forma repentina.
Como justificativa, a prefeitura de Bariri alega que os respectivos concursos públicos que contrataram determinadas categorias incluíam jornada de 44 horas em seus editais, sendo que há anos, estavam sendo cumpridas 4 horas a menos.
Leandro Gonzalez (Avante) puxou o assunto na Palavra Livre. Para ele, o correto seria a prefeitura ter encaminhado ao Legislativo um projeto de lei para legalizar as 40 horas semanais, visto que muitas categorias operam nesta jornada há mais de 10 anos.
“Desde quando essas pessoas fizeram concurso, tem situações que há 13 anos tem pessoas trabalhando em 40 horas semanais. Ao meu ver, isso já se consolidou e a prefeitura já aceitou o cumprimento dessa jornada. Está havendo quebra de confiança e segurança jurídica. Isso vai criar situações prejudiciais ao município, pois as pessoas vão procurar a Justiça. Tem funcionários com família, crianças, mulheres que se organizam no dia a dia para conciliar o emprego com as atividades do lar e, de repente recebem de forma abrupta uma notícia dessas. Esse não é o caminho. Poderia ter sido colocado de outra forma”, disse Leandro.
Os demais vereadores também se mostraram preocupados com a mudança, alegando que estão sendo procurados por servidores municipais insatisfeitos.
“Quero fazer coro também a essa questão, até porque conhecemos, na história deste município, outras categorias de salários bem mais elevados, como médicos e dentistas, que tiveram a carga reduzida de 20 para 10 horas semanais sem maiores prejuízos. Existe a possibilidade de se fazer a adequação sem problemas. Estamos falando de servidores de salários mais baixos, como o pessoal da manutenção e da limpeza, que ganham perto de um salário mínimo. Seria um desgaste muito menor se fosse reavaliado”, concordou Myrella.















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