Tribunal do Júri de homem que ateou fogo na ex em Bariri durante “saidinha” acontece nesta segunda-feira

Tribunal do Júri de homem que ateou fogo na ex em Bariri durante “saidinha” acontece nesta segunda-feira

 

A partir das 9h de segunda-feira (30), o Fórum de Bariri recebe o Tribunal do Júri que deve sentenciar um crime ocorrido há pouco mais de um ano. Em 27 de dezembro de 2024, uma mulher foi vítima de tentativa de feminicídio e ficou com 40% do corpo queimado, após seu ex-companheiro atear fogo nela.

O crime ocorreu no período em que o autor (E.F.S.), estava sendo beneficiado com a “saidinha” temporária de final de ano. O caso está em segredo de justiça.

No Brasil, o Tribunal do Júri, ou “Tribunal Popular”, é o tribunal formado por pessoas do povo. É um colegiado de pessoas leigas, isto é, não constituído de juízes de direito (concursados), para julgar pessoas que cometem determinados tipos de crime. Quem vai dizer se o réu é culpado ou inocente, são os próprios jurados.

O Tribunal do Júri é formado por um juiz de direito (presidente) e de 25 jurados, sorteados dentre os alistados. Desse número, sete jurados constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento.

 

Relembre o caso

A Polícia Militar foi acionada no Pronto-Socorro da Santa Casa de Bariri, após a vítima dar entrada com queimaduras de segundo e terceiro grau. Aos policiais, de início, a mulher disse que ela mesma havia ateado fogo em seu próprio corpo e temia pela segurança de sua filha, que estava com seu ex-companheiro.

Após a PM informar que a criança de 8 anos estava sob os cuidados da avó materna, a vítima mudou o depoimento e confirmou que o ex-companheiro jogou álcool em seu corpo e a queimou. Segundo ela, a motivação seria porque o homem não aceitava o fim do relacionamento.

Diante dos fatos, a PM localizou o detendo (identificado como E.F.S.) e o encaminhou à CPJ de Jaú, onde o delegado de plantão configurou voz de prisão em flagrante por tentativa de homicídio.

Ainda de acordo com a PM, o homem estava cumprindo pena justamente por violência doméstica: em seu histórico, consta que ele agrediu e cortou o cabelo da ex-companheira, a mesma que ateou fogo anos depois.

Devido à gravidade das queimaduras, a vítima foi transferida para a Unidade de Queimados do Hospital Estadual de Bauru.