Vereadores fazem duras críticas à Saúde Municipal de Bariri e convocam o diretor José Rufato para prestar esclarecimentos na próxima sessão
“Ao invés de focar na solução, a administração perde tempo com notinhas de repúdio contra jornalistas, tentando desviar o foco do caos. A administração perdeu a mão. Não podemos mais aceitar desculpas e promessas de estudos futuros. A população tem pressa e a Saúde não pode esperar.” – Leandro Gonzalez (Avante).
A administração municipal de Bariri recebeu fortes críticas na sessão ordinária desta segunda-feira (06), em relação à Saúde Municipal, pasta comandada pelo diretor José Antonio Felício Rufato. Ele, inclusive, foi convocado para comparecer à Tribuna na próxima sessão legislativa, marcada para o dia 20 de outubro, a fim de prestar esclarecimentos sobre a falta de medicamentos e falta de especialidades médicas.
Leandro Gonzalez (Avante) abriu a Palavra Livre sendo um dos vereadores que entoou o coro às falhas na Saúde. Ele iniciou o discurso fazendo menção ao manifestante José Carlos da Silva, que compareceu ao plenário tendo em mãos uma série de receitas médicas com prescrições de medicamentos inexistentes no estoque da farmácia municipal. Misr cedo, Sr. José Carlos também participou de um pequeno ato de protesto, realizado à frente do Paço Municipal, que cobrou do Executivo a falta de medicamentos.
“A gente sabe que a Saúde do município está doente e o diagnóstico é claro: a causa é uma administração incompetente, sem rumo e sem continuidade. Desde o início do ano, Bariri já teve quatro diretores de Saúde. Quatro nomes em menos de 12 meses. Como podemos esperar planejamento e resultados quando ninguém permanece no cargo por tempo suficiente para, no mínimo, entender os problemas da cidade? Essa troca constante de cadeiras gera consequências dolorosas na vida das pessoas. Em resposta ao meu requerimento, a administração admite que há falta de diversos medicamentos, remédios para pressão, diabetes anti-inflamatórios e ácido fólico para gestantes. A desculpa é que esses itens estão a caminho. Para o cidadão que volta para a farmácia de mãos vazias, como o Sr. José Carlos da Silva, essa promessa não alivia a dor nem controla a doença”, disse Leandro.
Na sequência, o vereador citou alguns casos que ilustram falhas no atual sistema de saúde, como o tempo de espera dos pacientes para exame de ultrassonografia Doppler (que pode chegar há três anos). Leandro ainda comentou rapidamente dois casos de crianças que foram desassistidas pela rede. O primeiro envolve uma criança com distrofia muscular, cujo tratamento teria sido interrompido. O segundo caso é de uma criança com paralisia cerebral, que teve o suplemento alimentar cortado pela prefeitura. De acordo com o nobre, a falta do suplemento intensificou quadro de desnutrição na criança, fator que a impediu de passar por um procedimento cirúrgico em seu quadril.
“Isso não é um erro administrativo; isso é desumano! A gestão diz que o planejamento da Saúde ainda está em elaboração, mas já estamos no final do ano. Com isso, o cidadão corre para o pronto-socorro da Santa Casa, sobrecarregando O PS. O sistema de saúde do município entrando em colapso. Um ano já foi perdido e a saúde não espera”, finalizou Leandro.















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