Myrella pede respeito à diretor do alto escalão do governo e expõe possível divisão nos bastidores do grupo político que rege a Prefeitura
“O que leva um cidadão, que se diz base do prefeito, falar mal da única vereadora que sobrou que ainda não virou uma oposição ferrenha? Se vocês querem conhecer a Myrella do antigo testamento, vocês irão conhecer! Estou sendo paciente com várias coisas até o momento, mas o meu compromisso sempre vai ser com a população de Bariri. Não tenho medo e não tenho rabo preso com ninguém. Assumiu-se uma responsabilidade de trazer pessoas de má índole para perto da administração. Então, se acontecer algo sério, não diga que não avisamos.” – Myrella Soares União Brasil.
A data de segunda-feira (06) foi marcada pelo aniversário de um ano das Eleições Municipais 2024. De 06 de outubro de 2024 até o presente momento, os bastidores do grupo político Pegoraro-Kezo, vencedor da corrida eleitoral em Bariri, protagonizam episódios de rachas políticos e divisões internas.
Na Câmara Municipal, a chapa Pegoraro-Kezo elegeu três vereadores: Myrella Soares (União Brasil), Leandro Gonzalez (Avante) e Gilson de Souza Carvalho (PSB). Leandro e Gilson romperam publicamente com o governo, por uma série de divergências, logo no primeiro trimestre do ano. Gilson teve seu mandato cassado e, seu suplente, dr. Paulo Crepaldi, não demonstra alinhamento com a administração para ser considerado um integrante da base. Dessa forma, a única vereadora de situação que “sobrou” para o governo no Legislativo é Myrella Soares.
Em seu discurso na “Palavra Livre” da sessão de segunda, Myrella reforçou ainda mais algo que os bastidores políticos já demonstram há tempos: as divisões no grupo interno do governo Pegoraro-Kezo.
Vereadora e servidora pública da Saúde Municipal, Myrella reiterou seu compromisso junto à população, no momento em que a pasta recebe críticas pesadas. Apesar de compor o grupo político da administração Pegoraro-Kezo, a vereadora se colocou junto aos munícipes que reivindicam o básico do Sistema de Saúde, deixando claro que não concorda 100% com todas as decisões. Por conta disso, diz que estaria sendo criticada, pelas costas, por diretores do alto escalão.
“Cada um carrega dentro de si sua própria motivação de ter entrado na política. Posso falar da minha, que sempre foi pleitear o bem da população. Apoiamos o prefeito Airton Pegoraro, o Paulo Kezo, estivemos junto na formação do grupo, levamos o nosso partido (no meu caso União Brasil). Portanto, somos também corresponsáveis da administração atual. No meu discurso de posse, eu alertei o prefeito com relação aos erros do prefeito anterior (Abelardinho); alertei sobre o poder exacerbado que alguns diretores da administração têm, que se sobrepõem aos do próprio prefeito”, começou a parlamentar.
Sem citar nomes, Myrella expôs a atuação de um diretor do alto escalão que, segundo ela, tece comentários negativos contra sua pessoa nos bastidores. Como exemplo, a vereadora lembrou seu posicionamento contra o projeto de lei 39/2025, de autoria do prefeito Airton Pegoraro, que tinha o objetivo de autorizar o município a aderir ao Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável (Condesu), com sede em Cosmópolis. Myrella alega que o diretor em questão levantou conversas nos bastidores envolvendo seu nome, sugerindo que ela estaria trabalhando contra o grupo por causa de seu posicionamento contrário ao projeto.
“Quando o Airton pediu meu apoio, na eleição passada, ele já sabia do meu perfil, muito parecido com o dele, inclusive. O Airton puxou a orelha do Abelardo muitas vezes, rompendo com ele quando viu que a coisa estava muito feia. Até hoje eu não fui oposição a nada dessa administração; fiz o meu papel dentro daquilo que eu achava correto. Às vezes, o que é certo, é um remédio amargo. Votei contra o consórcio porque, na minha visão, temos outras prioridades neste momento. Será que não existe um outro consórcio que englobe soluções para os problemas da Saúde que estamos enfrentando? Será que esse dinheiro destinado ao consórcio não poderia ser utilizado para a Saúde?”, questionou a nobre.
Para finalizar, Myrella pediu respeito a ela e aos demais vereadores, revelando também outra situação ocorrida nos bastidores políticos do grupo Pegoraro-Kezo, ainda antes das eleições.
“Quando esse determinado diretor chegou para encostar – porque para mim ele é um encostado – nós já estávamos com o grupo totalmente formado; não teria necessidade nenhuma do apoio dele. Ele entrou, inclusive, sem o aval meu e sem o aval do vereador Leandro; sequer fomos consultados. Quando soubemos que a pessoa assumiria uma diretoria, nós tentamos alertar o prefeito a respeito do perigo, de trazer uma pessoa que já demonstrou diversas situações, no mínimo duvidosas, para perto da administração municipal. Então senhor, diretor, antes do senhor virar a cara e falar mal de mim pelas costas, tenha a decência de saber que a cadeira que o senhor ocupa, se deve muito ao trabalho meu, ao trabalho do vereador Leandro, que fizemos sustentação para que a candidatura do Airton fosse sequer possível quando o senhor chegou”, finalizou.















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