Copasa é privatizada em operação de R$ 8,38 bilhões na Bolsa de Valores
Com a venda de 45% do capital social da estatal, Grupo Equatorial assume participação relevante; Governo de Minas garante tarifas continuam controladas e serviços seguem sem alteração para a população.
Uma nova fase para o saneamento básico em Minas Gerais começou oficialmente nesta terça-feira (16). O governador Mateus Simões comandou, na Bolsa de Valores B3, em São Paulo, o que toque de campainha que marcou a conclusão da desestatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).
A operação, que movimentou R$ 8,38 bilhões, marca a venda de 45% das ações da empresa, com o objetivo principal de acelerar os investimentos necessários para cumprir o Novo Marco Legal do Saneamento Básico. A meta federal é universalizar o acesso à água e ao esgoto m todo país até 2033.
Como fica a estrutura da empresa
Com a conclusão do negócio, o Grupo Equatorial passou a ser o principal sócio privado, detendo 30% do capital total da companhia. O restante das ações foi dividido entre investidores institucionais (10,15%) e investidores de varejo (4,5%).
O Estado de Minas Gerais mantém uma participação de 5% e, mais importante, preserva a chamada golden share (ação de classe especial). Na prática, isso garante ao governo mineiro poder de veto em decisões estratégicas da companhia, assegurando que o Estado continue tendo influência sobre o futuro da empresa.
Promessa de melhorias e tarifas controladas
Durante o evento, o governador Mateus Simões destacou o sucesso da operação, afirmando que a companhia foi valorizada em 380% desde 2018. Ele ressaltou que o objetivo central é levar saneamento básico a mais de 600 municípios mineiros, destacando o impacto direto na saúde da população.
“Uma criança que nasce em uma comunidade onde há saneamento básico tem expectativa de vida oito anos maior do que aquela que nasce em uma comunidade sem saneamento. É essa melhoria que estamos promovendo”, declarou Simões.
Para evitar preocupações dos consumidores, o governador foi enfático sobre a conta de água: não haverá qualquer alteração na forma de cálculo ou no preço da tarifa. Os valores continuarão sendo regulados e fiscalizados pela Arsae-MG (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais).
Próximos passos
A gestão da empresa agora entra em um processo de profissionalização, com novas regras de governança estabelecidas entre o governo estadual e o Grupo Equatorial. Os municípios mineiros terão até setembro para formalizar a adesão à “nova” Copasa.
A presidente da companhia, Marília Melo, celebrou a nova fase e agradeceu o apoio das prefeituras. Já a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, reforçou que a mudança é um compromisso de longo prazo: “É um marco que vai produzir a melhoria da qualidade de vida dos mineiros”, concluiu.









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