Estudantes de Nova Resende brilham na Febrace 2026 com projeto sobre proteção de nascentes
Alunas da E.E. Professor Caio Albuquerque defendem "Pulso d'Água" na USP até sexta-feira, com apoio de R$ 10 mil do Governo de MG.
Alunas da Escola Estadual Professor Caio Albuquerque, de Nova Resende, estão representando o município na 24ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) 2026, umas das maiores mostras científicas do país. O projeto “Pulso d’Água: Proteção das Nascentes de Minas” é apresentado até sexta-feira (20), no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, reunindo jovens talentos de todo o Brasil.
A participação conta com o apoio do Governo de Minas, via Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), que investiu cerca de R$ 10 mil em despesas da equipe. Desenvolvido ao longo de 2025 por estudantes do 2º ano do ensino médio, com coorientação do vice-diretor Marcos Antônio Reis Farias, o projeto une preservação ambiental à realidade local. Ele conquistou 1º lugar na categoria Ciências Biológicas e o 1º lugar geral no Instituto Federal do Sul de Minas – Campus Muzambinho, o que garantiu a indicação para a Febrace.
As alunas do 3º ano Amanda Lourenço, Sarah Ribeiro e Layne Eduarda foram selecionadas para defender a iniciativa na capital paulista. Elas criaram estratégias de conscientização para a comunidade escola e moradores de Nova Resende, como cursos sobre preservação ambiental, palestras em escolas, oficinas educativas e apresentações teatrais, visando o uso consciente dos recursos naturais.
“É muito importante para a escola. A gente vê o trabalho dos alunos se materializando. A Febrace é a conclusão de um ano muito positivo, de um projeto que começou pequeno e foi crescendo. É extremamente gratificante”, afirma o diretor Claudinei Donizete Tibúrcio. Ele destaca o impacto positivo: “Os alunos acompanham o Pulso d’Água desde o surgimento, e ver essa iniciativa finalista os empolga para os próximos projetos em 2026”.
A professora de matemática Edenilce Andreia de Oliveira, que acompanha as alunas, reforça o valor da experiência: “Essa participação representa o conhecimento saindo dos livros e prova que o esforço em sala gera frutos reais, transformando a visão de mundo das estudantes. O impacto na autoestima vem do reconhecimento, permitindo que demonstrem seu potencial”.
Criada em 2003 e realizada anualmente na USP, a Febrace estimula cultura científica, inovação e empreendedorismo, aproximando escolas públicas e privadas da comunidade acadêmica.









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