Juiz de Muzambinho lança livro sobre abuso infantil em meio à campanha Maio Laranja
Obra “Antes que o Silêncio Apague a Verdade”, do magistrado Flávio Schmidt, ganha lançamentos em Ribeirão Preto (SP) e Belo Horizonte, inspirada em caso real de violência na região.
O mês de maio, marcado pela campanha nacional “Maio Laranja” de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, ganha destaque com o lançamento do livro “Antes que o Silêncio Apague a Verdade”, do juiz Flávio Umberto Moura Schmidt, da Vara Única da Comarca de Muzambinho.
A obra, publicada pela Editora Mizuno, retrata uma história real de uma mulher marcada por violência intrafamiliar na infância, com foco na proteção infantil e no papel do Judiciário. O lançamento oficial ocorre no dia 16 de junho, na Livraria da Travessa do Ribeirão Shopping (Av. Cel. Fernando Ferreira Leite, 1540), em Ribeirão Preto (SP). Em Belo Horizonte, o evento está marcado para 25 de junho, durante o “Primeiro Infância – Governança e Responsabilidade Institucional”, organizado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCEMG). Na ocasião, será lançado também o livro técnico “Travessias da Infância e Juventude – Volume 2”, com artigos da Coordenadoria da Infância e da Juventude (Coinj) do TJMG.
Inspirado em um caso real de violência sexual infantil na Comarca de Nova Resende – cuja sentença foi confirmada pelo TJMG –, o livro vai além da narrativa literária. “Ele serve como instrumento de sensibilização social sobre a violência contra crianças e adolescentes, especialmente na escuta, acolhimento e proteção integral das vítimas pelo Sistema de Justiça”, explica o juiz Flávio Schmidt.
O magistrado destaca o simbolismo de maio para o lançamento: “O mês tem relevância pela campanha Maio Laranja e do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 18 de maio. A ideia é fortalecer a conscientização coletiva sobre a proteção da infância e o enfrentamento da violência infantojuvenil”. Ele enfatiza que a obra humaniza os impactos da violência prolongada na vítima e valoriza a rede de proteção e o Judiciário na garantia de direitos fundamentais.
Além do viés literário, o livro promove reflexão sobre ouvir crianças e adolescentes com responsabilidade, técnica e humanidade, respeitando sua condição de sujeitos em desenvolvimento.









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