1º Festival do Taleme reúne mais de cinco mil pessoas na Praça da Matriz e consagra Bariri como a capital nacional da receita de origem sírio-libanesa
“Por que saiu essa ideia do Taleme? O Diego Ribas, que é um escritor, fez o seu doutorado sobre o tema. Ele foi até o Líbano fazer uma pesquisa de campo. Fez a pesquisa nas famílias aqui em Bariri. Também identificou que o Taleme de Bariri é único; uma culinária única, ainda mais acrescentando o fubá na massa. Existe o Taleme lá no Líbano, mas é um pão amargo, um pão seco. E aqui, as famílias que vieram para Bariri, com uma influência grande sírio-libanesa e italiana, transformaram o Taleme com todo esse carinho que conhecemos hoje. São essas famílias que mantêm a tradição da receita.” – Wellington Polonio Bof “Parraguinha”, Diretor de Desenvolvimento Econômico e Turismo.
Um tipo de esfiha Síria que não é assada nem frita, mas selada na chapa de ferro; tem como base o fubá e, tradicionalmente, leva como recheio carne, coalhada ou chicória. Este é o famoso Taleme, iguaria que reuniu mais de cinco mil pessoas da Praça da Matriz de Bariri, nos últimos dias 10 e 11 e dezembro, de acordo com a Diretoria Municipal de Desenvolvimento e Turismo.
Realizado pelo Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e Prefeitura Municipal de Bariri, através da Diretoria de Desenvolvimento e Setor de Cultura, a primeira edição do Festival do Taleme foi um sucesso absoluto de público – tanto é que os estoques do prato se esgotaram rapidamente em ambos os dias do evento.

“A gente fica muito feliz. Muita gente na rua, o pessoal se divertindo, gostando, participando. Então, eu acho que o nosso objetivo está sendo cumprido. Cada cidade tem uma identidade, principalmente na parte culinária. Então, nós tivemos uma colonização sírio-libanesa aqui na cidade. E o pessoal optou pelo Taleme porque é uma coisa que não é comum encontrar em outros lugares. Foi feito isso aqui e, por ser a primeira vez, está sendo um sucesso”, disse o prefeito Airton Pegoraro (Avante), em entrevista ao Noticiantes na abertura do festival.
Foram dois dias, nos quais a gastronomia se uniu à música, à cultura e à tradição. Para completar a experiência, a Feira de Artesanato “Mãos Criativas”, do grupo “Fios de Afeto”, marcou presença nos dois dias de festival, valorizando talentos locais, criatividade e o trabalho feito com alma.

A ideia é que o Festival do Taleme seja incluído oficialmente no calendário de eventos de Bariri. O sucesso de público da primeira edição comprovou que isso será possível. O Taleme se sustenta como uma receita tipicamente baririense, que consegue atrair a atenção tanto de da população local, quanto de turistas.

Visitantes de Jaú, Bauru e até mesmo São Paulo Capital passaram pelas barracas dos cinco expositores: Caio Glauco (Turco na Cozinha); Rodrigo Zanuto (Lá Memo Gastrobar); Silmara Sabbag (Família Sabbag); e Ana Maria Slompo (Padaria Café Pinguim). Os empresários procuraram o Comtur demonstrando interesse em participar do festival e receberam o devido espaço.

“Bariri é a Capital Nacional do Taleme! Pode dar um Google que você vai achar. Graças a Deus tivemos muito movimento, muita gente. A gente fica muito feliz de ver o povo baririense e o povo de fora prestigiando esse evento de Bariri, que agora é Município de Interesse Turístico”, complementou Parraguinha.
Além a estrela da noite, o Taleme, os expositores também comercializaram outros pratos típicos da culinária árabe, como coalhada, quibe assado, quibe cru, shawarma (fatias finas de carne servidas no pão árabe com legumes e outros acompanhamentos), doces típicos como o osmalie (preparado que com leite condensado, creme de leite, nozes e macarrão cabelinho de anjo), entre outras iguarias.

Mesmo com algumas críticas negativas, este primeiro evento-modelo mostrou o potencial do turismo gastronômico local. A expectativa é que as próximas edições aumentem o número de expositores, garantindo um volume maior de produção de Talemes que possa suprir a grande demanda com menos tempo de espera.

Fato é que as críticas negativas são infinitamente menores do que o resultado final. A partir de agora, basta o Comtur e a Prefeitura Municipal readequarem a fórmula inicial, para garantir futuros festivais ainda mais promissores.
Fotos: Rodinaldo Silva Fotografia















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