“Ética na Era da Inteligência Artificial”: Policial civil, professora e advogada lançam livro sobre os desafios impostos pelas novas tecnologias à sociedade contemporânea
Escrito a três mãos, o novo livro “Ética na Era da Inteligência Artificial” acaba de ser lançado nas plataformas físicas e digitais. De autoria do policial Civil Maurício Botelho (colunista do Jornal Noticiantes), da professora universitária Emilei Paleari do Amaral Camargo e da advogada Emanuele Giachini Botelho, a obra ganhou o subtítulo de “Fundamentos, Poder e Dignidade Humana” e propõe uma reflexão profunda sobre os desafios éticos impostos pela revolução tecnológica e pelo avanço da inteligência artificial.
Os autores percorrem o pensamento ético, desde a filosofia clássica de Sócrates, Platão e Aristóteles até as contribuições de Kant, Bauman, Hans Jonas e outros importantes pensadores contemporâneos, demonstrando como a ética permanece indispensável para orientar o exercício do poder, proteger os direitos humanos e preservar a dignidade da pessoa humana.

“O resultado é uma obra construída a partir da convergência entre pesquisa científica, experiência profissional e reflexão acadêmica, reunindo diferentes perspectivas para discutir os desafios éticos da inteligência artificial. Mais do que apresentar respostas definitivas, o livro busca estimular um debate qualificado sobre os limites, as responsabilidades e as oportunidades dessa tecnologia, reafirmando que o desenvolvimento tecnológico deve estar sempre comprometido com a dignidade da pessoa humana, a proteção dos direitos fundamentais e a promoção do bem comum”, destaca Maurício Botelho.
A iniciativa teve origem nas pesquisas desenvolvidas pela professora e advogada jauense Emanuele Giachini Botelho, especialmente voltadas ao fenômeno do grooming digital — prática criminosa pela qual crianças e adolescentes são manipulados e aliciados por meio das plataformas digitais, tornando-se vítimas de abuso, exploração e outras formas de violência. A profundidade dessas pesquisas evidenciou que os impactos da inteligência artificial e das tecnologias emergentes extrapolam o campo da inovação, alcançando questões éticas, jurídicas e sociais que exigem reflexão interdisciplinar.
A partir dessa constatação, somaram-se esforços para ampliar o debate. O também jauense Maurício Rogério Botelho, policial civil, professor e pesquisador, contribuiu com sua experiência prática na área da segurança pública, trazendo uma perspectiva voltada aos desafios enfrentados pelas instituições responsáveis pela prevenção e repressão aos crimes praticados no ambiente digital, bem como à necessidade de construção de políticas públicas voltadas à proteção da sociedade.
Compondo esse diálogo, integrou-se ao projeto a Professora bocainense Dra. Elimei Paleari do Amaral Camargo, docente da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), cuja sólida trajetória acadêmica agregou profundidade teórica e uma visão crítica sobre os impactos éticos, jurídicos e sociais decorrentes da crescente utilização da inteligência artificial.
Os exemplares da obra estão sendo comercializados pelo site da Editora Juruá: https://www.jurua.com.br/shop_item.asp?id=32334















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