Merenda escolar: TCE notifica e Prefeitura de Bariri passa a readequar refeições de alunos; novo protocolo gera críticas e Educação emite nota

Merenda escolar: TCE notifica e Prefeitura de Bariri passa a readequar refeições de alunos; novo protocolo gera críticas e Educação emite nota

“Existe um apontamento do tribunal que cobra o controle da prefeitura em relação a merenda servida para os alunos. Essa adequação está causando ruido, mas estamos resolvendo a situação junto ao conselho alimentar, junto a firma Sunny e acredito que a semana que vem já será resolvido.” – Prefeito Airton Pegoraro (Avante).

 

Quantidade insuficiente de merenda escolar servida aos alunos foi o principal assunto que ecoou pelos quatro cantos de Bariri nesta quinta-feira (26). Os veículos de imprensa locais e as redes sociais foram tomados por uma enxurrada de relatos de pais, alunos e até mesmo profissionais da Educação, indignados com o novo protocolo da merenda que passou a valer nesta semana.

Segundo relatos enviados ao Noticiantes, alunos de escolas como Joseane Bianco, Rosa Benatti, Ephigenia, além de Emeis, disseram estariam proibidos de repetir a merenda. Em algumas escolas, houve denúncias de que crianças teriam ficado sem almoço na quinta-feira, pela quantia insuficiente de comida distribuída. Diante das reclamações, a Prefeitura de Bariri convocou a imprensa para uma entrevista coletiva no Setor de Licitações.

Comanda - da pelo Prefeito Airton Pegoraro (Avante), a coletiva contou com participação da Diretora de Educação Cinira Mazotti, nutricionistas e representantes da empresa Sunny Alimentação e Serviços Ltda, vencedora da licitação de merenda escolar.

Segundo a prefeitura, a mudança no protocolo da merenda escolar em Bariri se fez necessário devido uma notificação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), recebida pela Educação em janeiro. O órgão cobrou que a administração readequasse a quantidade de refeições servidas aos alunos das redes municipal e estadual de ensino, com o objetivo de evitar desperdício de comida e desperdício de verba pública.

Na Escola Ephigênia, por exemplo, a nutricionista da prefeitura verificou in loco a situação, após denúncia de que pelo menos 10 alunos ficaram sem almoço. No local, foi constatado que houve sobras de quantidades de arroz, feijão e carne – totalizando 4,75 kg de comida que acabou descartada.

“Se houve sobra, ocorreu falha na entrega da merenda devido ao novo protocolo. Sobrou uma quantia de alimento lá. O Tribunal de Contas apontou que antes não havia controle da comida ofertada nas escolas. O controle feito pela prefeitura era deficiente e o tribunal começou a cobrar isso”, disse o prefeito.

Em relação a alunos repetirem a merenda, Pegoraro afirmou que existe um estudo da prefeitura de acordo com a necessidade alimentar do aluno, baseado no contrato da licitação.

“Logicamente tem alunos que não comem aquela quantia e outros comem a mais, mas um caso supre o outro”, salientou.

Em nota oficial emitida ao final da coletiva, a prefeitura garantiu que nenhuma criança da rede ficará sem merenda escolar:

“Em relação ao caso da merenda escolar, a Prefeitura Municipal de Bariri através da Diretoria de Educação e do CAE (Conselho de Alimentação Escolar), informa que as adequações solicitadas para a empresa Sunny Alimentos, através de apontamento feito pelo Tribunal de Contas, após auditoria no município, serão adaptadas de acordo com a necessidade de cada criança matriculada na Rede Municipal de Ensino. Informamos que a distribuição da merenda, será priorizado atender a quantidade e necessidade de cada criança matriculada. Informamos ainda, que as adaptações serão feitas de forma gradativa, sem prejuízo a alimentação oferecida as nossas crianças. Por fim, reforçamos que nenhuma criança ficará sem a merenda nas escolas do município. E que as falhas pontuais serão corrigidas prontamente”.