Setor sucroenergético lidera ranking 2025 de exportações em Bariri, aponta levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
A força do agronegócio baririense se transforma em números atrativos no mercado externo. De acordo com a plataforma Comex Stat, sistema oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, para extração das estatísticas do comércio exterior brasileiro de bens, de janeiro até setembro, as exportações de produtos locais somam US$ 29.948.840,00 (vinte e nove milhões, novecentos e quarenta e oito mil, oitocentos e quarenta dólares).
O número coloca Bariri na posição 181 do ranking de exportações das cidades do Estado de São Paulo. O índice de US$ 29,9 milhões representa 0,05% das exportações estaduais e 0,01% das exportações de todo o território nacional.

Com destaque para o setor sucroenergético (agroindústria que produz açúcar, etanol, bioeletricidade e outros derivados da cana-de-açúcar), que lidera o ranking 2025 de exportações com U$ 20.035.102 (mais de vinte milhões de dólares), o mercado baririense exporta produtos de 24 segmentos. São eles:
- Açúcares de cana ou de beterraba e sacarose quimicamente pura, no estado sólido (US$ 20,035 milhões);
- Sumos de frutas (incluídos os mostos de uvas) ou de produtos hortícolas, não fermentados, sem adição de álcool, com ou sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes (US$ 6,433 milhões);
- Assentos, mesmo transformáveis em camas, e suas partes (US$ 1,415 milhão);
- Óleos essenciais (desterpenizados ou não), incluídos os chamados “concretos” ou “absolutos”; resinoides; oleorresinas de extração; soluções concentradas de óleos essenciais em gorduras, em óleos fixos, em ceras ou em matérias análogas (US$ 1,043 milhão);
- Partes e acessórios (exceto estojos, capas e semelhantes), reconhecíveis como exclusiva ou principalmente destinados às máquinas e aparelhos (US$ 662 mil);
- Hidrocarbonetos cíclicos (US$ 177 mil);
- Outros móveis e suas partes (US$ 85 mil);
- Máquinas e aparelhos, elétricos, com função própria, não especificados nem compreendidos (US$ 41 mil);
- Máquinas automáticas para processamento de dados e suas unidades; leitores magnéticos ou ópticos, máquinas para registar dados em suporte sob forma codificada, e máquinas para processamento desses dados (US$ 22 mil);
- Automóveis de passageiros e outros veículos automóveis principalmente concebidos para o transporte de pessoas, incluídos os veículos de uso misto (station wagons) e os automóveis de corrida (US$ 8,5 mil);
- Caixas de fundição; placas de fundo para moldes; modelos para moldes; moldes para metais (exceto lingoteiras), carbonetos metálicos, vidro, matérias minerais, borracha ou plástico (US$ 8,2 mil);
- Artigos de transporte ou de embalagem, de plástico; rolhas, tampas, cápsulas e outros dispositivos destinados a fechar recipientes, de plástico (US$ 5,7 mil);
- Lâmpadas e tubos elétricos de incandescência ou de descarga; lâmpadas e tubos de raios ultravioleta ou infravermelhos; lâmpadas de arco (US$ 3,3 mil);
- Etiquetas, emblemas e artefatos semelhantes de matérias têxteis, em peça, em fitas ou recortados em forma própria, não bordados (US$ 2,3 mil);
- Outras chapas, folhas, películas, tiras e lâminas, de plástico não alveolar, não reforçadas nem estratificadas, sem suporte, nem associadas a outras matérias (US$ 2,2 mil);
- Outras obras de ferro ou aço (US$ 927,00);
- Monofilamentos cuja maior dimensão do corte transversal seja superior a 1 mm (monofios), varas, bastões e perfis, mesmo trabalhados à superfície, mas sem qualquer outro trabalho, de plásticos (US$ 704,00);
- Máquinas e aparelhos (exceto as máquinas da posição 8450), para lavar, limpar, espremer, secar, passar, prensar (incluídas as prensas fixadoras), branquear, tingir, para apresto e acabamento, para revestir ou impregnar fios, tecidos ou obras de matérias (US$ 403,00);
- Parafusos, pernos ou pinos, roscados, porcas, tira-fundos, ganchos roscados, rebites, chavetas, cavilhas, contrapinos ou troços, anilhas ou arruelas (incluídas as de pressão) e artefatos semelhantes, de ferro fundido, ferro ou aço (US$ 236,00);
- Mobiliário para medicina, cirurgia, odontologia ou veterinária (por exemplo: mesas de operação, mesas de exames, camas dotadas de mecanismos para usos clínicos, cadeiras de dentista); cadeiras para salões de cabeleireiro e cadeiras semelhantes (US$ 185,00);
- Guarnições, ferragens e artigos semelhantes, de metais comuns, para móveis, portas, escadas, janelas, persianas, carroçarias, artigos de seleiro, malas, cofres, caixas de segurança e outras obras semelhantes; pateras, porta-chapéus, cabides e artigos semelhantes (US$ 115,00);
- Outras obras de plástico e obras de outras matérias (US$ 103,00);
- Sinos, campainhas, gongos e artefatos semelhantes, não elétricos, de metais comuns; estatuetas e outros objetos de ornamentação, de metais comuns; molduras para fotografias, gravuras ou semelhantes, de metais comuns; espelhos de metais comuns (US$ 14,00);
- Colas e outros adesivos preparados, não especificados nem compreendidos em outras posições; produtos de qualquer espécie utilizados como colas ou adesivos, acondicionados para venda a retalho como colas ou adesivos, com peso líquido não superior a 1 kg (US$ 2,00).
Para Wellington Polonio Bof “Parraguinha”, o Diretor Municipal de Desenvolvimento e Turismo, os números indicam o potencial industrial de Bariri, que leva seus produtos locais para diversos países.

“Bariri, hoje, não vende só para o Brasil. Bariri vende para o mundo! Em 2025, as empresas do nosso município colocaram lá fora, milhões em produtos — açúcar, sucos de fruta, óleos essenciais, componentes industriais, cadeiras, peças. Isso significa emprego aqui dentro; caminhão rodando aqui dentro; nota fiscal emitida aqui dentro. Quando a gente fala em desenvolvimento, não é discurso bonito: é empresa local competindo no mercado internacional, gerando renda na cidade e fortalecendo toda a nossa cadeia produtiva, do campo à indústria. Esse resultado mostra que Bariri é um polo produtivo real, com capacidade de transformar matéria-prima em riqueza e entregar qualidade que outros países compram. Isso é motivo de orgulho pra nossa gestão e pra cada trabalhador que acorda cedo e faz essa roda girar”, destaca Parraguinha.
José Fausto Tanganelli Filho, o vice-presidente da Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Bariri (Assobari), sustenta que a força do setor sucroenergético na liderança das exportações auxilia o crescimento econômico de diversos outros segmentos.

“O setor sucroenergético de Bariri e região tem total relevância do segmento. A movimentação financeira gerada pelas usinas e pelos produtores rurais de cana-de-açúcar, é um dos pilares da economia de Bariri. Essa atividade está relacionada e se reflete em diversos setores, como o comércio local e a cadeia de serviços, que atendem às necessidades dos trabalhadores e das empresas do ramo na cidade. Através da nossa Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Bariri (Assobari), apoiamos e fortalecemos os produtores de cana-de-açúcar, destacando as iniciativas de sustentabilidade. Contamos, na cidade e pequena região, com aproximadamente 25 mil hectares cultivados. Geramos centenas de empregos, açúcar, etanol e vários subprodutos – como o bagaço, que é usado como geração de energia elétrica. A agricultura é a grande locomotiva do nosso país”, conclui Jô Taganelli.
Para onde vão os produtos baririenses?

Ainda com base no mesmo levantamento da plataforma Comex Stat, os dados apontam que Bariri exporta, de forma expressiva, para 10 países parceiros, além de menor volume para outros 16 países de quatro continentes: Europa, Ásia, América e África, totalizando 26 países.

Os Países Baixos (Holanda) lideram o índice de exportações baririenses. Do montante total de exportações, 14,9% vão para a região europeia. Ainda no continente europeu, em menor volume, Espanha, Croácia e Itália também recebem produtos de Bariri.
Na Ásia, países como China (12,9%) e Índia (12,5%) ocupam respectivamente o segundo e terceiro lugar no índice de exportações baririenses. A produção local também atinge a região do Oriente Médio, indo para Emirados Árabes Unidos (9,4%), Iraque (8,0%) e Arábia Saudita (6,6%). Outros países asiáticos que também recebem produtos baririenses em menor escala, são: Bangladesh, Hong Kong, Malásia e Georgia;
O quarto país que mais importa de Bariri são os Estados Unidos (9,7%). Na América Central, também Bariri também envia produtos para El Salvador. Já na América do Sul, os parceiros incluem: Paraguai, Uruguai, Bolívia, Argentina, Chile e Equador.
Por fim, no continente africano, os produtos baririenses também vão para Marrocos (4,8%); Argélia (3,6%); e Nigéria (3,2%) de forma mais expressiva, além de Egito e Quênia em menor escala.
















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