Mulheres de Fibra realiza encontro sobre saúde mental e apoio a pessoas com fibromialgia

Evento do Setembro Amarelo reuniu pacientes e familiares em um momento de troca de experiências, palestra sobre autocuidado e conscientização sobre a dor crônica.

Mulheres de Fibra realiza encontro sobre saúde mental e apoio a pessoas com fibromialgia
O evento contou com a presença da psicóloga Ana Carolina Ferraz - Foto: Divulgação

No último sábado (26), o grupo Mulheres de Fibra de Guaxupé promoveu mais um encontro focado no acolhimento, na informação e na conscientização sobre a fibromialgia. A ação fez parte da programação do Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio e aos cuidados com a saúde mental.

O evento contou com a presença da psicóloga Ana Carolina Ferraz, que conversou com o público sobre a importância de reconhecer limites, lidar com as emoções e praticar o autocuidado. Durante o bate-papo, as participantes compartilharam histórias reais sobre os desafios de viver com a doença crônica, relatando tanto momentos difíceis quanto trajetórias de superação. Ao final, os convidados participaram de um café comunitário e de um sorteio de prêmios.

A relação entre fibromialgia e saúde mental

Quem convive com a fibromialgia enfrenta desafios que vão além dos sintomas físicos. Um estudo internacional publicado em 2021, que analisou dados de quase 400 mil pessoas com a condição, revelou que cerca de 29,5% dos pacientes relataram pensamentos suicidas e 5,6% tentaram tirar a própria vida.

Segundos os pesquisadores, esse quadro é resultado de uma soma de fatores, incluindo dores constantes, quadros de ansiedade e depressão, problemas no sono e o impacto da doença na rotina diária. Por não apresentar marcas corporais visíveis, a fibromialgia muitas vezes é inviabilizada, o que reforça a necessidade de empatia e acompanhamento médico e psicológico contínuo.

O grupo Mulheres de Fibra reforça que ouvir com atenção e oferecer apoio faz a diferença para quem enfrenta a dor crônica. Sob o lema “Nem toda dor é visível, mas toda dor merece respeito”, a iniciativa segue defendendo o acesso à informação, ao tratamento adequado e à dignidade para os pacientes.