Gilson comenta tentativa de voltar à Câmara, rompimento com Pegoraro e CP de Myrella: “A peça chave é o Paulo Crepaldi; se ela conseguir o voto dele escapa da cassação”

Gilson comenta tentativa de voltar à Câmara, rompimento com Pegoraro e CP de Myrella: “A peça chave é o Paulo Crepaldi; se ela conseguir o voto dele escapa da cassação”

Os jornalistas Paulinho Camilo e Giovani Belluzzo da 91 FM (Sistema Belluzzo de Comunicação) receberam, nos estúdios do Jornal Primeira Página, o ex-vereador Gilson de Souza Carvalho. A entrevista que foi ao ar na edição nesta terça-feira (01), tocou em vários assuntos polêmicos, como o rompimento político de Gilson com o Prefeito Municipal de Bariri, Airton Pegoraro, sua proximidade com a oposição e a Comissão Processante (CP) que pode cassar a vereadora Myrella Soares.
Sobre a tentativa de reverter o processo que causou o fim de seu mandato parlamentar, Gilson alegou que vai lutar até a última instância. Sua defesa, representada pela advogada dra. Daniela Rodrigueiro, protocolou mandado de segurança para reverter a cassação.  O Ministério Público, no entanto, emitiu parecer contrário. O pedido agora aguarda decisão do Judiciário.
À 91 FM, Gilson comentou sobre as mulheres que depuseram contra ele na representação protocolada pela Professora Dayane Marcy Fonseca ao Ministério Público. Essa denúncia serviu como base para seu pedido de cassação.

“Essas denúncias foram várias diretoras, desde a época do Paulo Araujo e Neto Leoni, que fizeram várias denúncias à Promotoria contra o sindicato. Essas diretoras foram todas denunciadas por servidoras. Tinha um B.O. do ano passado da senhora Dayane, sobre o fato da Univep e o promotor anexou todos os B.O.s anteriores nesta ação e ficou nesse imbróglio”, disse Gilson.


Segundo ele, o procedimento que pede sua exoneração do funcionalismo público de Bariri não é cabível. O prefeito Airton Pegoraro entrou com o trâmite na Justiça do Trabalho, após manifestação do Promotor de Justiça dr. Nelson Aparecido Febraio Junior, que pediu providências ao Executivo. Gilson é presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bariri e possuiu imunidade por conta do cargo.

“O promotor pediu mas não cabe a exoneração como funcionário público. Airton abriu pedido ao Juiz do Trabalho para que ele tire a minha imunidade do Sindicato. Com isso, o Airton pode fazer a sindicância”, disse.


Questionado sobre seu rompimento político com Airton Pegoraro, Gilson disse que o afastamento ocorreu após a primeira sessão camarária, sugerindo que o prefeito sofreu influência de terceiros antes de largar sua mão.


“Eu o apoiei na campanha, levei dois partidos para ele, manifestei meu apoio nas ruas e ele me deixou de lado. Ele passava todos os dias no Sindicato e, desde janeiro, nunca mais passou. Falou que foi por causa dos requerimentos que apresentei na primeira sessão. Eu não acredito que um prefeito que lutou tanto para chegar numa cadeira fique bravo por causa de requerimento. Não houve mais diálogo; não houve mais posicionamento da parte dele”.


Por fim, Gilson também foi indagado sobre o processo de Comissão Processante (CP), ainda em andamento na Câmara, que pode cassar a vereadora Myrella Soares. Para Gilson, Myrella está nas mãos de seu suplente: dr. Paulo Fernando Crepaldi. 


Na Sessão Julgamento, a vereadora precisa de quatro votos favoráveis para que a denúncia seja arquivada. Considerando as votações anteriores, os votos de Leandro Gonzalez, Rubens Pereira dos Santos e a suplente Ivani Maria estão praticamente garantidos. A grande incógnita é Paulo Crepaldi, que por ter assumido a cadeira recentemente, ainda não se manifestou sobre o assunto. 


Paulo Crepaldi pertence ao mesmo grupo político de Myrella Soares. Ambos compuseram a chama Ainton-Pegoraro / Paulo Kezo nas Eleições 2024.

“A Myrella tem que procurar os vereadores e bater papo, igual eu fiz, mas acho que o fiel da balança é o meu sucessor, o Paulo Crepaldi. Ela pode conseguir o voto do Paulo Crepaldi e escapar da cassação. Nessa CP da Myrella, acredito que hoje, a peça chave é o Paulo Crepaldi”, concluiu Gilson.