Operação contra desmatamento ilegal na região resulta em R$ 1 milhão em multas
Ação da Semad fiscalizou 21 propriedades rurais em 12 municípios da região; fiscais flagraram uso de fogo para esconder destruição de mata nativa.
Uma operação de combate ao desmatamento ilegal no Sul de Minas Gerais terminou com a estimativa de R$ 1,063 milhão em multas ambientais. A ação, realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) entre os dias 25 e 29 de maio, flagrou a destruição de cerca de 40 hectares de vegetação nativa – o equivalente a aproximadamente 40 campos de futebol.
Ao todo, os fiscais vistoriaram 21 propriedades rurais espalhadas por 12 municípios da região. O objetivo era checar alertas de desmatamento enviados por sistemas de satélite.
Cidades fiscalizadas:
- Alfenas
- Alpinópolis
- Alterosa
- Bom Jesus da Penha
- Cabo Verde
- Campos Gerais
- Jacuí
- Juruaia
- Muzambinho
- Passos
- São Pedro da União
- São Sebastião do Paraíso
Terra queimada para esconder o crime
Segundo os coordenadores da operação, Elias Venâncio Chagas e Pedro Gustavo Ulisses Frederico, os proprietários rurais abriram espaço na mata para expandir áreas de agropecuária. Para tentar esconder a destruição, muitos utilizaram táticas ilegais.
“Identificamos também indícios do uso do fogo para eliminar vestígios do material florestal proveniente das intervenções ilegais. Foram observadas áreas com presença de cinzas, restos de vegetação parcialmente carbonizada e material coberto por solo”, explicou Elias Venâncio.
A fiscalização também encontrou sinais de que a lenha e a madeira retiradas da mata foram vendidas ou usadas de forma irregular, gerando lucro para os infratores.
Além de pagar as multas, os donos das terras terão as atividades suspensas nas áreas desmatadas. Os nomes dos envolvidos serão enviados ao Ministério Público de Minas Gerais, que vai investigar os casos como crimes ambientais.
Tecnologia contra o crime ambiental
A operação só foi possível graças ao uso de tecnologia de ponta. Os fiscais utilizaram ferramentas e plataformas de satélites (como MapBiomas, Brasil Mais, DETER/INPE e Plataforma Harpia) que detectam a derrubada de árvores quase em tempo real.
De acordo com a Semad, essa rapidez permite que a fiscalização chegue ao local antes que a terra seja totalmente ocupada por pastos ou plantações, o que facilita a recuperação da natureza.
Por que preservar importa?
A secretaria reforça que a destruição da Mata Atlântica e do Cerrado na região traz sérios prejuízos para o abastecimento de água. As florestas funcionam como uma “esponja” eu ajuda a água da chuva a entrar no solo, alimentando os rios e evitando problemas graves, como a seca e as enchentes.
A Semad informou que as fiscalizações no Sul de Minas vão continuar durante todo o ano.









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