Barracão na Avenida das Indústrias pode gerar novos empregos com concessão incentivada em Bariri
A Câmara Municipal de Bariri começou a analisar o Projeto de Lei nº 80/2026, que autoriza o município a realizar a concessão de uso de um barracão industrial localizado na Avenida das Indústrias. Segundo a Diretoria Municipal de Desenvolvimento e Turismo, a proposta integra uma série de medidas que vêm sendo adotadas pela Administração Municipal para ampliar a geração de empregos, estimular investimentos e criar condições para que novas empresas se instalem ou ampliem suas atividades na cidade.
O imóvel possui aproximadamente 6 mil metros quadrados de área construída e deverá ser disponibilizado por meio de processo licitatório, permitindo a participação de empresas interessadas em utilizar a estrutura para atividade industrial ou empresarial.
Um dos diferenciais do projeto está na forma como o Município pretende utilizar o próprio valor da concessão como incentivo à geração de empregos. O valor de referência levantado para utilização do imóvel é de aproximadamente R$ 17 mil mensais, podendo o resultado da licitação ser superior. Entretanto, a empresa vencedora poderá obter abatimentos sobre esse valor de acordo com a quantidade de empregos diretos efetivamente gerados e mantidos.
Quanto maior a geração de empregos, maior poderá ser o incentivo concedido pelo Município. No patamar máximo previsto, com a manutenção de aproximadamente 122 empregos diretos, a empresa poderá alcançar o abatimento integral da remuneração mensal da concessão.
Na prática, a proposta cria uma relação direta entre incentivo público e resultado econômico: em vez de simplesmente disponibilizar gratuitamente um patrimônio municipal, o benefício passa a estar condicionado à geração e manutenção de postos de trabalho.
A empresa que produzir maior retorno social ao Município poderá, portanto, ter um incentivo maior. A concessão está prevista inicialmente pelo período de 10 anos, possibilitando à empresa realizar investimentos e estruturar sua atividade no local, ao mesmo tempo em que o imóvel permanece pertencendo ao Município e sujeito às obrigações previstas na legislação, no edital e no contrato.
“A concessão do barracão não é uma iniciativa isolada. Nos últimos meses, a Prefeitura realizou um Chamamento Empresarial justamente para identificar quantas empresas possuem interesse em instalar novas atividades ou ampliar operações em Bariri. O levantamento já recebeu manifestações de 19 empresas, além de novos interessados que continuam procurando a Diretoria de Desenvolvimento Econômico mesmo após o encerramento formal do chamamento”, destaca a pasta comandada pelo diretor Wellington Polonio Bof, o “Parraguinha”.
A partir dessas informações, a Administração, juntamente com o Conselho Municipal de Desenvolvimento, iniciou um levantamento das áreas e estruturas públicas que poderiam ser destinadas ao desenvolvimento econômico.
Os imóveis que já apresentam condições jurídicas e documentais estão começando a avançar, seja por meio de concessões ou por projetos de doação com encargos. Outros ainda dependem da conclusão de procedimentos administrativos e cartoriais.
O barracão da Avenida das Indústrias é mais uma dessas estruturas que agora pode deixar de representar apenas um patrimônio público disponível e passar a produzir emprego, investimento e circulação de renda dentro do município.
Segundo Parraguinha, a intenção é utilizar os instrumentos que o Município possui para provocar novos investimentos.
“Não adianta termos uma estrutura pública dessa dimensão sem produzir desenvolvimento. Se conseguirmos transformar esse patrimônio em uma empresa funcionando, investindo e empregando dezenas de pessoas, toda a cidade começa a receber esse retorno. O trabalhador recebe seu salário, consome em Bariri, movimenta o comércio e os serviços e a atividade econômica cresce”, explica.
Para o diretor, o modelo também permite que o incentivo seja proporcional ao benefício proporcionado pela empresa.
“Não estamos falando simplesmente em entregar um imóvel sem contrapartida. Existe uma lógica muito clara: quanto mais empregos a empresa gerar e mantiver, maior poderá ser o incentivo. Se chegar ao nível máximo previsto, o Município pode deixar de receber o aluguel, mas estará recebendo em troca mais de uma centena de empregos diretos”, finaliza Parraguinha.















Comentários (0)
Comentários do Facebook