Museu Mário Fava abre exposição sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, em parceria com o Museu Militar de Bauru
O Museu Mário Fava realiza, entre os dias 03 de agosto e 30 de setembro, uma exposição especial dedicada à Revolução Constitucionalista de 1932. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Museu Histórico e Militar de Bauru, traz ao público um valioso acervo com peças originais da época, oferecendo uma imersão profunda em um dos capítulos mais marcantes da história paulista e brasileira.

A concepção da exposição é um desdobramento direto do sucesso do projeto de teatro interativo “Caminhos de um Herói Baririense”, apresentado em julho. A peça resgatou a emocionante trajetória de Claudionor Barbieri, jovem voluntário de Bariri que, aos 17 anos, partiu para a frente de batalha em defesa do Estado de São Paulo. A forte receptividade da comunidade impulsionou a criação de uma mostra dedicada a aprofundar o contexto desse período histórico.

Sem nem completar a maioridade, o jovem Claudionor Barbieri contrariou a decisão da família, saiu de casa e se alistou como voluntário na Revolução Constitucionalista. Após ser enviado para a frente de batalha no Vale do Paraíba, Claudionor morreu em combate no dia 12 de setembro daquele ano, na região de Silveiras. Seu corpo não retornou a Bariri, mas sua memória permaneceu na história da cidade e dá nome a uma das principais avenidas do município.

“A Revolução de 1932 é uma das maiores conflagrações civis do nosso país, mas, ao longo de quase um século, acabou perdendo espaço nos livros didáticos e no imaginário de muitos paulistas. Essa exposição é um convite para que Bariri e toda a região reacendam a chama da preservação histórica, compreendendo a importância dos museus na salvaguarda da nossa identidade coletiva”, destaca a curadoria do museu.

De acordo com o Museu Mario Fava, o objetivo central da mostra é promover a difusão cultural e educacional entre moradores de Bariri, munícipes da região, estudantes e turistas.

A Revolução Constitucionalista teve início em 9 de julho de 1932, em um contexto de insatisfação com o governo provisório de Getúlio Vargas e de reivindicação por uma nova Constituição.

Durante quase três meses, tropas paulistas e forças do governo federal se enfrentaram em diferentes regiões do estado. Embora São Paulo tenha sido derrotado militarmente, o movimento permaneceu como um dos acontecimentos mais marcantes da história paulista.

Ao reexaminar o conflito civil sob a ótica dos combatentes locais e do cenário político nacional da época, a exposição reforça a relevância de salvaguardar objetos, documentos e relatos orais que resistiram ao tempo.















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