Desentendimento entre suplente e vereador de Boraceia alvo de CP ocorreu durante partida de futebol

Desentendimento entre suplente e vereador de Boraceia alvo de CP ocorreu durante partida de futebol

O desentendimento entre o vereador Wiliam Cruz e o suplente Professor Carlinhos (ambos do Podemos), foi registrada em janeiro de 2026, durante uma partida de futebol realizada em Boraceia, de acordo com o boletim de ocorrência do qual nossa reportagem teve acesso.
William foi denunciado por suposta quebra de decoro parlamentar por Carlinhos e está enfrentando a primeira Comissão Processante da história política da Câmara Municipal de Boraceia. 
Segundo o registro policial datado de 19 de janeiro de 2026, Carlinhos estava tirando fotos de uma partida de futebol, quando teria sido interpelado por William. O B.O alega que o vereador se aproximou do suplente “em tom de ameaça” dizendo a seguinte frase: “Você não precisa aparecer mais aqui, aqui é nóis que manda”.

“William aparentava estar sob o efeito de bebida alcoólica, pois carregava nas mãos um copo de bebida. Esse fato ocorreu por volta das 10h da manhã. A vítima deixou o local e se dirigiu até a frente do colégio Senai a cerca de 50 metros dali, sendo que o evento perduraria o dia todo. Por volta de 13h30, William apareceu defronte ao Senai e, ao ver a vítima se aproximou novamente e disse em voz alta: ‘vai ser você e eu na rua, mano a mano, vou te pegar de pau’”, diz o documento.


Após a suposta ameaça, ainda conforme o B.O, o vereador teria sido contido por uma testemunha que o convenceu a deixar o local. Em seu depoimento à Polícia Civil, Carlinhos alega que em nenhum momento provocou William. Disse acreditar que o vereador teve tal conduta “por estar embriagado e por ter ciúmes de seu trabalho voltado ao esporte e aos eventos da cidade”. 
Ao Noticiantes, Professor Carlinhos comentou a abertura de Comissão Processante contra William.


“Espero que as partes e as testemunhas sejam ouvidas durante a CP e o caso seja esclarecido dentro da lei. A CP continua acompanhando os prazos normais de trâmite. Na sessão do dia 20 foi lido um resumo da denúncia e, agora, as partes serão ouvidas para esclarecimento”, disse.


Também em nota enviada à nossa reportagem, a defesa do vereador William Cruz negou as acusações.


“O vereador vem, respeitosamente, a público esclarecer que recebeu com tranquilidade a instauração da Comissão Processante, confiando plenamente na lisura dos trabalhos e no devido processo legal. Neste momento, a atuação da defesa será pautada na apresentação dos esclarecimentos necessários, demonstrando a verdade dos fatos e a absoluta integridade da conduta do parlamentar, que sempre exerceu suas funções com responsabilidade e respeito à população. Ressalta-se que as alegações constantes na representação não refletem a realidade, razão pela qual serão devidamente contestadas no âmbito da Comissão, com a apresentação de todos os elementos que comprovam a improcedência das acusações. O vereador reforça sua confiança nas instituições e acredita que, ao final, a verdade prevalecerá, afastando qualquer dúvida quanto à idoneidade do vereador. Por fim, informa que, neste momento, não haverá manifestação além desta nota, em respeito ao andamento regular dos trabalhos.”

 

Comissão Processante

A CP foi aberta na sessão camarária do dia 20 de julho, com votos favoráveis de Neto Boesso (PL), Jaqueline Barbaresco (Republicanos), Valdir Durães de Vasconcelos (PL), Carlos Sipione (PSD) e Cátia Bilancieri (Avante). Votaram contra a denúncia apenas Belks Eloína (Podemos) e José Walter de Freitas (União Brasil). 
Logo após a aprovação da denúncia por 5x2 votos, foi realizado o sorteio dos três vereadores que compõem a comissão: Valdir Durães de Vasconcelos (presidente), Belks Eloína (relatora) e José Walter de Freitas (membro).

A comissão tem o prazo de 90 dias para apresentar o relatório final à Casa de Leis.