Prefeitura de Bariri instaura sindicância para apurar possíveis irregularidades no CEO e conduta inadequada de dentista

Prefeitura de Bariri instaura sindicância para apurar possíveis irregularidades no CEO e conduta inadequada de dentista

Portarias publicadas pelo prefeito Airton Pegoraro (Avante) na última semana, instaurou duas sindicâncias relacionadas aos serviços de odontologia ofertado pela Rede Básica de Saúde do Município.
O primeiro protocolo, denominado “sindicância de natureza investigativa”, tem o objetivo de apurar possíveis irregularidades relacionadas ao gerenciamento, controle e armazenamento de materiais e insumos no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), unidade situada à Rua Campos Sales, ao lado do Centro de Diagnose. 
A segunda portaria tem como alvo a dentista K. D. D. P. (Matrícula nº 30724). A sindicância irá apurar “possíveis irregularidades relacionadas ao cumprimento das atribuições funcionais e à conduta da empregada pública no ambiente de trabalho”.
Ambos os procedimentos são sigilosos, mas de acordo com informações extraoficiais apuradas pelo Noticiantes, a investigação estaria relacionada a materiais odontológicos vencidos e negativas de atendimento à alguns pacientes. Também de acordo com outra informação extraoficial, um inquérito teria sido aberto pelo Ministério Público pelo mesmo motivo. 

 

Falhas na obra

Em novembro do ano passado, a Prefeitura Municipal de Bariri iniciou uma ampla reforma no prédio do Centro de Especialidades Odontológicas. No início do governo Pegoraro-Kezo, a então Diretora de Saúde, Ana Paula Falcão, e a coordenadora odontológica da Rede Municipal, dra. Daniela Muzardo, expuseram à imprensa diversas irregularidades no prédio do CEO, cuja reforma foi entregue incompleta pela administração Fernando Foloni (MDB).
Previsto para ser inaugurado em dezembro de 2024 pela administração Fernando Foloni, algo que não ocorreu, o prédio foi entregue à nova gestão sem energia elétrica, sem linha telefônica, sem tomadas, sem equipamentos, com infiltração nas paredes, entre outras mazelas.
Em 2024, a obra entregue inacabada pela gestão Fernando Foloni, custou R$ 256.852,76 aos cofres públicos. Em 2025 a atual gestão teve que desembolsar mais R$ 140.000,00, para dar continuidade à obra e resolver os problemas estruturais que haviam ficado para trás.