Público presente em audiência é contra reabertura de rua na Praça da Matriz por unanimidade
A vereadora Aline Prearo (Republicanos), comandou, na última semana, uma audiência pública que teve como objetivo ouvir a população de Bariri sobre a indicação que propõe a reabertura de uma rua em frente à Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores. O tema polêmico, apresentado na sessão ordinária de 20 de junho, cita que o objetivo do projeto de abrir a nova rua é promover a reorganização do sistema de estacionamento e da acessibilidade no local.

Com baixa adesão do público, a audiência pública contou com aproximadamente 13 pessoas. Além de Aline Prearo, a única vereadora que marcou presença no pleito foi Priscila Domingos (União Brasil). Os veículos de imprensa locais não realizaram a cobertura ao vivo, mas o vídeo da audiência na íntegra está disponível no YouTube da Câmara Municipal de Bariri.
Na apresentação do projeto, Aline destacou a implantação de vagas exclusivas para pessoas com deficiência; implantação de vagas exclusivas para idosos; criação de vagas destinadas a motocicletas; implantação de vagas de estacionamento em ângulo de 45 graus; reserva de vagas específicas para veículos utilitários; construção de calçadas acessíveis em ambos os lados da via; instalação de cancelas automatizadas, permitindo o fechamento temporário da via durante a realização de festas religiosas, eventos municipais e demais atividades.
“Em diálogo com o Prefeito Municipal fui orientada a promover essa audiência pública para ouvir a população, para que o Executivo avalie a viabilidade da proposta. Quando apresentei a indicação ao prefeito ele gostou bastante. Falei também com o Padre Lázaro que aderiu a proposta, apresentou algumas contrapropostas também. O interesse maior é da comunidade Nossa Senhora das Dores. A proposta não prevê demolição do patrimônio histórico. O trecho reaberto já foi utilizado como via pública em tempos passados. Toda a intervenção dependerá de estudos técnicos”, disse Aline.
A intervenção consiste na substituição do pavimento de pedras portuguesas por asfalto. Segundo Aline, o custo parta revitalização das pedras portuguesas foi estimado em R$ 750 mil. Para a vereadora, a criação de uma via pavimentada com estacionamento planejado permitirá ampliar significativamente o número de vagas disponíveis, facilitando o acesso de motoristas ao comércio local, aos serviços públicos, à Igreja Matriz e aos eventos realizados na região central.
A ideia é que a circulação de veículos seja interrompida temporariamente durante missas, feiras e eventos. Para isso, a proposta prevê a instalação de uma espécie de cancela eletrônica nas extremidades da via. Desse modo, a rua pavimentada seria utilizada apenas em horário comercial.
“Não vamos gastar um centavo porque Bariri tem a fábrica de asfalto. Mas a questão da cobertura é um custo bem alto. Será uma luta minha para conseguir recursos através de emendas parlamentares para que a cobertura seja feita”, concluiu a vereadora.
Pedras portuguesas

Oito pessoas se manifestaram na audiência pública contra a reabertura da rua, incluindo a vereadora Priscila Domingos. Nas opiniões manifestadas, a maior preocupação foi em relação à tradição das pedras portuguesas no pavimento da praça da matriz.
“Praticamente vamos demolir um patrimônio público. Sou a favor de uma parceria entre poder Legislativo, Executivo, comerciantes e Igreja. Vamos nos unir e alcançar emendas para fazer essa reestruturação das pedras portuguesas. O comércio adotar cada canteiro da praça, colocar placa de identificação da empresa no trecho adotado. Sou a favor de a Igreja entrar com a parte da cobertura, porque ela utiliza mais essa parte. Sou a favor de uma reestruturação, mas sem mexer nas pedras portuguesas. Sem mexer nessa praça onde tem crianças brincando, famílias andando”, opinou a vereadora Priscila.
Zona azul
Zona Azul

Outra ideia apresentada para a solução da mobilidade urbana foi a instalação de uma provável área azul. Trata-se de um sistema público de estacionamento rotativo pago em vias públicas, com objetivo de organizar o trânsito e garantir a rotatividade de vagas para veículos.
A rotatividade na área azul ocorre geralmente permitindo que o motorista pare o carro na vaga por um tempo limitado, geralmente de 1 a 2 horas. É preciso pagar uma tarifa proporcional ao tempo de permanência, por meio de aplicativos de celular, parquímetros, pontos de venda autorizados ou monitores de rua. Após esgotar o período máximo permitido na vaga, o veículo deve desocupar o espaço. Estacionar na Zona Azul sem pagar a tarifa ou ultrapassar o tempo limite é considerado infração grave de trânsito, gerando multa, perda de pontos na CNH e risco de guincho.
“Em Bariri, nenhuma entidade quis pegar para gerir a zona azul por conta do custo benefício baixo que as entidades iriam receber. Inclusive, o padre até queria colocar o estacionamento pago na rampa da igreja, porque muita gente para ali e é proibido. Por isso, pensamos na questão da mobilidade urbana de reabrir a rua, para ter mais estacionamento”, explicou Aline.
Abertura da rua de trás

Por fim, mais uma alternativa apresentada pelo público presente foi abrir o trecho referente a parte de trás da Igreja Matriz, no caso a Passarela Papa João Paulo II, onde está localizada a Casa Paroquial e empresas como Café da Daia, Matizzes Odontologia e Conexão Internet.
Para esse argumento, os favoráveis debateram que uma rua na frente da igreja separaria o templo do restante da praça – algo que poderia facilitar a prática de atividades ilícitas, como uso de entorpecentes, na parte da praça que seria separada.
Aline disse que outras pessoas também apresentaram a sugestão de abrir a rua de trás; segundo ela, esta possibilidade será igualmente estudada.















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